Livros, relatórios e artigos

Textos

Relatórios para a Comissão Europeia e o BMZ, artigos acadêmicos e livros sobre inovação, fazer e culturas digitais.

make-a-thek: Circular Makerspace for Craft & Fashion Recommendations

Novembro de 2025 - Relatório para a Comissão Europeia (em inglês)

Este relatório apresenta os resultados das atividades de mapeamento e ativação comunitária do projeto make-a-thek, examinando como makerspaces e tecnologias maker podem apoiar ecossistemas circulares de moda e artesanato. Reúne achados de pesquisa documental, análise internacional de políticas e tecnologias e sessões de ativação comunitária realizadas nos países parceiros e on-line. Os resultados fornecem uma base de evidências para as próximas fases do projeto, orientando o desenho de makerspaces modulares no make-a-thek, materiais de capacitação e estratégias de engajamento comunitário.

https://doi.org/10.5281/zenodo.17513265


Critical Making Open Hardware Programme Report

Julho de 2023 - Relatório para a Comissão Europeia (em inglês)

O Programa de Mentoria Critical Making Open Hardware buscou apoiar makers e inovadores do mundo todo na construção de um futuro sustentável para o fazer. Ao longo de nove meses, 18 mentorados receberam orientação e contribuições de nossos professores sobre os princípios críticos do marco de fazer sustentável aplicados a seus projetos: Faça Coisas que Façam Sentido, Compartilhe Como Faz, Inclua Serviços Ecossistêmicos, Integre o Conhecimento Local e Construa para a Continuidade. Este relatório tem duas partes:

1) documenta como desenhar e conduzir o programa de hardware aberto, que é aberto e gratuito para ser adotado por outras organizações no mundo todo.

2) inclui um catálogo de projetos de hardware aberto com a documentação resultante do programa de mentoria. O catálogo apresenta uma gama inspiradora de projetos de hardware de código aberto nos contextos de hardware científico aberto, inovação social e sustentabilidade ambiental. Os doze projetos mostram diversidade de materiais, de necessidades que inspiram a solução, de complexidade e de prontidão para produção. Todos trazem breve descrição, imagens, dimensões de RRI relevantes, a pessoa maker responsável, os materiais e as ferramentas necessárias.

https://doi.org/10.5281/zenodo.7924525


Critical Making Practical Guidelines

Julho de 2023 - Relatório para a Comissão Europeia (em inglês)

O Critical Making vem explorando o potencial do movimento maker para a inovação social e responsável. Ao trabalhar diretamente com as comunidades em processos de pesquisa participativa, o consórcio buscou mostrar como makerspaces e práticas maker podem abrir novas oportunidades para jovens makers de todos os gêneros contribuírem para uma sociedade aberta por meio da inovação de código aberto. Além dos achados acadêmicos, o Critical Making trouxe também resultados muito práticos, voltados principalmente a makers e makerspaces. Chamamos isso de “Critical Making Wundertüte”, com jogos on-line e de tabuleiro, um manifesto, uma caixa educativa e muito mais.

Inclui:

  1. Valores centrais do Critical Making
  2. Diretrizes para um fazer inclusivo em termos de gênero
  3. Diretrizes para a educação em Critical Making
  4. Diretrizes para hardware aberto em Critical Making
  5. Diretrizes para avaliar projetos de Critical Making

https://doi.org/10.5281/zenodo.8116625


CoAct Final Report on Communication, Dissemination and Exploitation

Dezembro de 2022 - Relatório para a Comissão Europeia (em inglês)

Este documento é o relatório final das atividades de Comunicação e Disseminação (WP8) do consórcio CoAct, lideradas pelo Global Innovation Gathering e.V. (GIG). Ao longo de 36 meses, o CoAct levou os conceitos e as práticas da Ciência Social Cidadã a mais de 1,6 milhão de pessoas, com uma ampla gama de estratégias e ferramentas de comunicação, combinadas com muita resiliência e criatividade durante a pandemia de COVID-19.

Além disso, uma estratégia centrada no retorno constante entre o global e o local, por meio de ferramentas digitais de comunicação, contribuiu para que as ideias e ações disseminadas chegassem a um público muito mais amplo do que o do entorno dos parceiros do consórcio. O documento inclui as atividades de comunicação e disseminação dos parceiros e analisa as ações, os canais e as ferramentas do CoAct para transmitir o projeto e disseminar seus resultados. Apresenta também o progresso geral do trabalho com base nos indicadores-chave de desempenho de comunicação e disseminação.

https://doi.org/10.5281/zenodo.7650503


Implementation Paper: Digitalisation in Latin America and the Caribbean

Março de 2022 - Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ) (em inglês)

Este documento busca responder à pergunta: que papel a cooperação alemã para o desenvolvimento deve ter no apoio à transformação digital da região da América Latina e Caribe (ALC) e como pode contribuir para o desenvolvimento de sociedades digitais inclusivas na região e na Europa? Enquanto países da Europa e da ALC desenvolvem marcos regulatórios e outros arcabouços para assegurar o futuro de sua soberania digital e de sua capacidade de inovação digital, a cooperação para o desenvolvimento pode ajudar a construir pontes regionais e internacionais. Hoje são necessários novas abordagens, mecanismos e mentalidades para uma cooperação para o desenvolvimento orientada ao futuro, inovadora, de impacto e sustentável. Essas abordagens precisam reconhecer a correlação entre transformação digital, mudanças climáticas e justiça social. A volatilidade de nossos sistemas e sociedades foi posta à prova pela pandemia, por conflitos e por desafios climáticos. Construir infraestruturas resilientes, descentralizadas e seguras, que beneficiem as populações como um todo, precisa ser prioridade, em vez de apoiar projetos ou empresas individuais, como ocorreu em outras regiões, como a África, no passado. O relatório oferece um marco com caminhos aplicáveis rumo a uma transformação digital inclusiva na ALC, com foco específico em Brasil, Colômbia, México, Equador e Peru.

https://doi.org/10.13140/RG.2.2.15831.33444


Covid-19 Response From Global Makers: The Careables Cases of Global Design and Local Production

Frontiers in Sociology, 18 de março de 2021 (em inglês)

Makerspaces — espaços compartilhados informais que oferecem acesso a tecnologias, recursos e uma comunidade de pares aprendizes para fazer — de todo o mundo iniciaram uma resposta rápida à falta de insumos médicos durante o surto global da pandemia causada pelo coronavírus (COVID-19) no início de 2020. Enquanto nossos sistemas de saúde enfrentavam uma pressão inédita, próximos do colapso em alguns países, e as cadeias globais de suprimentos não reagiam de imediato, makers começaram a prototipar, produzir localmente e compartilhar globalmente projetos de produtos de saúde de código aberto, como protetores faciais e outros insumos médicos. Estabeleceu-se colaboração local com hospitais e profissionais de saúde. Essas iniciativas de base, vindas de redes de makers do mundo todo, nos mostram que a inovação responsável acontece fora das restrições das grandes indústrias movidas pelo lucro. Este estudo qualitativo apresenta cinco casos de uma rede global de makers que contribuíram para a produção de equipamentos de proteção individual (EPI) e produtos relacionados à saúde. Os casos vêm das experiências do Careables, uma comunidade mista de pessoas e organizações comprometidas com o codesign e a produção de saúde aberta e personalizada para todos. Com os casos apresentados, refletimos sobre as possíveis implicações para a produção local de produtos de saúde no pós-pandemia e os analisamos sob a perspectiva da inovação social. Essas experiências globais são indícios valiosos de inovações transformadoras que podem reduzir a dependência de cadeias internacionais de suprimentos e da produção em massa.

https://doi.org/10.3389/fsoc.2021.629587


Como medir a inovação?: Mensurando a inovação em negócios e serviços da economia criativa

Livro - Edição em português

Outubro de 2021

Este livro apresenta como foi possível mensurar o grau de inovação de organizações culturais do estado de Pernambuco, inseridas em suas comunidades e classificadas pela Lei nº 13.018/2014 como Pontos de Cultura. Primeiro, um estudo bibliográfico traça a etimologia da inovação e sua relação com a sustentabilidade e a Economia Criativa, da qual os Pontos de Cultura são considerados parte. Em seguida, analisam-se os investimentos em inovação no Brasil dos anos 1930 até a Lei Orçamentária de 2017. Depois, apresenta-se um conjunto de ferramentas existentes de mensuração da inovação e, a partir delas, propõe-se uma ferramenta para medir o grau de inovação das organizações em questão. Um questionário on-line seguido de entrevistas semiestruturadas com 33 organizações do estado é analisado com a ferramenta conhecida como Radar da Inovação. Ao final, observa-se que essas organizações têm baixo grau de inovação, principalmente por não enxergarem o produto de seu trabalho como comercializável ou pelo caráter conceitualmente não inovador das tradições culturais.

Palavras-chave: Inovação. Inovação social. Indicadores de inovação. Economia criativa. Políticas culturais.

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Grau de inovação de centros culturais com inserção comunitária no estado de Pernambuco

Dissertação de mestrado. Menção honrosa de melhor dissertação do ano - Faculdade de Ciências da Administração - Universidade de Pernambuco

Agosto de 2018

Esta pesquisa busca identificar o grau de inovação de entidades culturais pernambucanas com inserção comunitária, classificadas pela Lei nº 13.018/2014 como Pontos de Cultura. De início, um estudo bibliográfico traça a etimologia da inovação e sua relação com a sustentabilidade e a Economia Criativa, da qual os Pontos de Cultura fazem parte. Em seguida, analisam-se os investimentos em inovação no Brasil dos anos 1930 até a Lei Orçamentária de 2017. Depois, apresenta-se um conjunto de ferramentas existentes de mensuração da inovação e, a partir delas, propõe-se um mecanismo para medir o grau das entidades em questão. Um questionário on-line seguido de entrevistas semiestruturadas aplicadas a 33 entidades do estado é analisado com a ferramenta conhecida como Radar da Inovação. Percebe-se, ao final, que as organizações têm baixo grau de inovação, principalmente por não entenderem o produto de seu trabalho como comercializável ou pelo aspecto conceitualmente não inovador das tradições culturais.

Palavras-chave: Inovação. Inovação social. Indicadores de inovação. Economia criativa. Políticas culturais.

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A dialectic on innovation and sustainability

19 de março de 2019 - International Journal of Innovation and Sustainable Development (IJISD), Vol. 13, nº 3/4, 2019 (em inglês)

Este artigo discute os conceitos de inovação social e tecnológica para analisar suas relações e contradições. Após um longo período em que a inovação esteve ligada a processos sociais, no último século ela passou a ser associada ao desenvolvimento tecnológico e econômico. A inovação social adquiriu um sentido restritivo e é definida por muitos como ações para combater a exclusão social e a degradação ambiental promovidas pela inovação tecnológica. O estudo sugere uma visão da inovação e de sua influência na sustentabilidade ambiental por meio de uma análise bibliográfica que demonstra como os processos de inovação se relacionam de forma tecnossocial. Utiliza uma matriz analítica que compara esses conceitos para entender como as inovações sociotécnicas promovem sustentabilidade ambiental, social e econômica. Ao final, recomenda mais estudos para determinar e mensurar as práticas inovadoras sustentáveis de uma organização, tanto na esfera social quanto na tecnológica.

https://doi.org/10.1504/IJISD.2019.100399


The Critical Making Movement. How Using Critical Thinking in Technological Practice Can Make a Difference.

25 de janeiro de 2019 - 35C3 – Refreshing Memories. Chaos Computer Club e.V. / Ach je Verlag (em inglês)

Este artigo resume a sessão “The Critical Making Movement: How using critical thinking in technological practice can make a Difference”, realizada no 35º Chaos Communication Congress, entre 27 e 30 de dezembro de 2018, em Leipzig, Alemanha. Começa com uma breve história do movimento maker, resume os impactos sociais atuais obtidos em makerspaces e as críticas dirigidas à cultura maker. Em seguida, oferece o pensamento crítico para repensar as práticas profissionais realizadas em makerspaces, de modo a alcançar uma abordagem mais reflexiva e aproveitar os recursos disponíveis nesses espaços para um percurso voltado à sociedade e conduzido pelos cidadãos. Tocam-se as origens dessas práticas de critical making, que estão no treinamento técnico crítico, no design crítico e na engenharia crítica. Os três, brevemente resumidos no artigo, influenciam as atuais correntes de critical making na academia e em projetos conduzidos por cidadãos. O artigo traz ainda exemplos atuais de currículos acadêmicos, pesquisas e projetos de base de cidadãos. Dois casos são detalhados para inspirar mais pesquisas de base em critical making: EngineeringGood, oficinas Hack-a-Toy em Singapura, e o LabCOCO com Contos de Ifá no Brasil. ISBN 978-3-947720-31-6

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Inovação Social e Desenvolvimento Sustentável: Uma relação tecnológica

14 de setembro de 2017 - Lições de Empreendedorismo / EDUPE

Capítulo de livro que convida o empreendedorismo como instrumento de potencialização de competências, despertando o interesse de leitura de diferentes públicos, sejam acadêmicos ou profissionais de outros ramos e segmentos de mercado, com o objetivo, inicialmente, de tratar da relação entre empreendedorismo e mercado. ISBN: 978-85-7856-212-0

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Entrevista com Ricardo Ruiz, da 3Ecologias

1º de abril de 2016 - Gamevironments / Universidade de Bremen (em inglês)

Entrevista com Ricardo Ruiz sobre a 3Ecologias e seu trabalho com Contos de Ifá.

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Violações do direito à religiosidade na mídia e a omissão do Estado Brasileiro

Novembro de 2012 - Observatório de Mídia e Religiosidade / CCCU

Trata-se de um projeto de observação, consolidação e interpretação do papel da mídia na construção — ou desconstrução — dos direitos de culto e de expressão das religiões garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Busca analisar e compreender a potencialização da intolerância religiosa pelo papel dominante da mídia. Sua missão é produzir e disseminar informações e opiniões e, ao mesmo tempo, realizar ações formativas e informativas sobre o tema.

https://doi.org/10.5281/zenodo.8246600


Submidialogias - Entre a mão e a contramão

7 de setembro de 2012 - Peixe Morto / i-Motirô

Capítulo de um livro com textos sobre a história da cultura digital brasileira, festivais de mídia como Mídia Tática Brasil, Digitofagia e Submidialogias; questões filosóficas como matéria e natureza, ou ecologia digital; discute também reciclagem de computadores, rituais tecnomágicos, sexo na internet, entre outros temas.

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Ideias Perigosas: um estudo do cotidiano

9 de agosto de 2011 - Ideias Perigozas / Ed. Córrego

Capítulo de livro que discute ações metodológicas da educação digital em comunidades tradicionais do Brasil.

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Brazilian Velvet Goldmine

30 de outubro de 2009, Furtherfield Magazine (em inglês)

“Há alguns anos, os elementos (ideias, concepções, práticas, pessoas) que compõem o atual (assim chamado) movimento de Cultura Livre foram apropriados pelo burocrata e pelo capitalista. Aqueles que usaram as tecnologias e mídias disponíveis para criar ações que alimentaram o debate sobre novas perspectivas de arranjos sociais possíveis (obtidas por ferramentas como licenças livres, redes de comunicação e software de código aberto) são hoje digeridos pelos velhos aparatos e mecanismos sociais que um dia usaram e questionaram. Participaram, muitas vezes sem saber, de um “treinamento sócio-profissional” para ocupar as mesmas funções estabelecidas para os mantenedores de um sistema distante do que imaginamos como um agrupamento humano possível e, mais ainda, distante da liberdade.”

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Futuros Imaginários - das máquinas pensantes à aldeia global

Janeiro de 2009 - Editora Peirópolis

Cotradução para o português de Imaginary Futures, de Richard Barbrook. Nele, o autor reflete sobre o desenvolvimento tecnológico, considerando suas motivações políticas e objetivos econômicos, bem como suas repercussões sociais, e conecta informações dos campos da ciência, da tecnologia, da economia, da política, da história e da comunicação de massa. Barbrook desafia as novas gerações a tomar o poder da Internet, resistir à política do status quo e usar a mais poderosa ferramenta de comunicação do momento para moldar seu destino. Sua mensagem é que, se não queremos que o futuro seja o que ele costumava ser, devemos inventar nosso futuro revolucionário.

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Anotações do Balcão do Sr. Didi

Janeiro de 2008

em Apropriações Tecnológicas - Emergência de textos, idéias e imagens do Submidialogia#3 / EDUFBA

Capítulo de um livro que busca promover o estudo e as discussões sobre teorias e práticas da mídia digital brasileira.

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